Chorou

Perdeu todas as coisas e perdeu porque assim quis. Ela não sabe mais amar. Indignada, prefere escolher o silêncio e a solidão ào dar satifasções à seres impossíveis. Não, não somos mais possíveis. Não sou mais capaz. De nada. Mereço mesmo que se faça a dor no peito, pelo menos assim, sempre de sobra o que escrever. Não sei como sorrir ào ter que trabalhar e nem como disfaçar os olhos inchados à mesa. Tenho nojo, raiva, ódio, quero mesmo é esquecer e ir embora. Como se fosse possível acordar completamente zerada, completamente descompromissada e esquecida. Ah, se fosse. Tentei tanto, tentei muito. Quero o fim. Quero mostrar o fim pra todo mundo. Pra todos saberem do meu sofrimento, da todos me verem chorar, pra todos sentirem que eu nã sou de ferro, não sou real. Eu sou o que ninguém conhece e isso que me perturba. Esse parágrafo sem fim. Esse tempo eterno, me arrastando por entre todas as horas. Eu quero distância, quero que pense, assim como eu, que morri, que não existo mais. Não quero mais, aliás. Nem saber de como as borboletas dançam no ar do teu jardim. Quero que se exploda! Toda essa ironia e hipocrisia, toda essa falsidade e infantilidade. Não quero protótipos e nem ler o comentário. Não quero morar assim/aqui. Não sei. Não quero saber. Nem  mais nada. Quero morer da minha própria trsiteza de não conseguir, de não vencer. Quero sofrer do que é brutal. Quero chorar do abandono e da falta de zelo. Quero ter raiva da tua cegueira e chorar pq finge me entender. Não entende. Não ouve. Nunca. Jamais. É tudo bom demais pra isso. Só os ruins podem desfrutar desses sentimentos meus. Só os tristes e desiludidos. Os insuportáveis que façam sua parte no seu estado, longe de mim. Longe da minha visão. Longe de tudo. Que eu possa esquecer como se explodissem minha cabeça. Que eu possa me arrastar como sempre fiz e como deveria ter feito sempre. Sozinha. Sem colegas. Sem amigos. Sem namorado. Sem família. Sozinha. Chorar sozinha. Cansada, estressada e com medo. Refletindo cada passo cmg mesma, pois nunca ouve um ouvinte. E nem quero. Perderam-se todas as vezes. Falharam-se todas as apostas. E nada mais importa agora. Viver de passado é ilusão. Pensar no futuro é desilusão. E o presente nem “são” é.

Anúncios

About manugraff

Dois amantes desafiando a eternidade.
Esta entrada foi publicada em Sem categoria e marcada com a tag , , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s