Cadê aquela Manuella?

Era uma vez uma menina conhecida pela sua característica maior: seu sorriso. Tão puro, tão verdadeiro, capaz de contagiar qualquer um em volta, até mesmo os mais frios! Todos a conheciam pela positividade e ela, de certa forma, sempre tão alegre, empurrava seus amigos em busca da felicidade. Eles todos conseguiam, ela, nem sempre.

Acontece que os dias, os meses, os anos foram passando e aquela menina sempre queria algo mais. Algo que não possuía, algo que a pudesse libertar de uma cidadezinha tão pequena para sua tamanha vontade de algo novo. E isso sempre lhe foi um problema. Mas ela nem se ligava. Conheceu pessoas incríveis, fez amigos amou muito.

Na transição da vida, na mudança das coisas ele nem sempre foi forte o suficiente. Se deixava abater por coisas pequenas, escrevia como forma de gritar sem fazer barulho.  Um dia ela conheceu um garoto que muito bem se encaixou nos seus sonhos. Ele era tudo, tudo mesmo que ela queria. Mas também era seu conselheiro, seu muro de lamentações e essa é uma parte da história que não é nada legal. Ela, sempre muito frágil por dentro, finalmente encontrou alguém em que pudesse se apoiar e toda aquela positividade, usada para mascarar sua tristeza, foi por água abaixo.

Ele se encantou por ela e nada o fazia querer sair dali, mesmo que ele passasse por momentos complicados, delicados, ele sempre se manteve firme e forte, como uma fortaleza, um porto seguro para a menina. Mas aquilo foi se tornando frequente demais e agora, ela não mais se sentia triste só pelos seus problemas íntimos, se sentia frustrada por vê-lo consolá-la por tanto tempo, incessantemente. Aquilo feria seu frágil coração, mas ele fazia questão de ajudá-la. Foi aí que ele se entregou, de coração e alma. O pior de seus erros. Tornou-se alguém obcecada, impaciente. Agora sim nada mais lhe servia. O problema maior disso era que ela admitia seus erros mas não encontrava uma maneira para entendê-los e, então, concertá-los. Foram tempos difíceis aqueles. Era época de grandes e únicas comemorações e ela simplesmente não conseguia sair daquele ciclo vicioso. Ficava mais triste ainda em se ver daquela maneira e sozinha, não conseguia mudar.

O sorriso foi trocado por muitas lágrimas. A positividade foi trocada pela realidade radicalmente compreendida. Nada lhe bastava, nada lhe saciava. Ela viu os amigos se afastarem ou admitirem: – Cadê aquela Manuella das fotos coloridas, sorridentes? Que tirava fotos com a família, no pinheirinho, lendo… onde ela foi parar? Cadê o pensamento positiviso sempre amplificado?

Tô muito triste, muito. E aquela Manuella, não existe mais. =~

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About manugraff

Dois amantes desafiando a eternidade.
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