Corações a Mil

Então… lembra daquela fase da distribuição dos papéis? Pois é… isso geralmente acontece em grupos de teatro que vão apresentar um espetáculo, em montagens teatrais, etc. Foi o que aconteceu com o Ravel na primeira montagem que ele fez na Casa de Teatro de Porto Alegre.

Ele e mais uma galera passaram uns 6 meses tendo aulas de expressão corporal, musicalidade, etc etc etc e nos últimos meses, começaram a ensaiar para a peça “Corações a Mil”. E aí que rolou a dor de cabeça, seriam feitas, mediante orientação dos professores, as distribuições dos papéis. “E agora, meu Deus? Vai ter par romântico? Vai ter beijo? Vai ter dança? Vai ser gay? Vai ser monólogo? Ai tomara que seja monólogo!!!”.

Ele voltou pra casa com a notícia: entre outras participações, uma das cenas seria com uma mulher. Ele – o personagem – fumante, ela também e um oferecia cigarro pro outro e ~clima~ Fiquei com coração apertado mas aliviou quando descobri que essa tal mulher seria uma colega dele super bacana, a Ana, casada, com filhos, sem “risco” pra mim nenhum, rsrs.

Olha aí o cartaz da peça. Foi super bacana! Mas, como a gente mora longe e eu trabalho aqui, a peça foi numa terça-feira de noite e eu não tinha como ir pois estava no trabalho. Foi bem difícil, fiquei muito muito triste e não podia demonstrar pois precisava dar uma super força na primeira peça real dele no teatro. No fim, ele se apresentou com uma foto minha no bolso pra dar sorte e deu! A peça foi um sucesso e as cenas dele, também! Curte aí em baixo a cena “Fumando Espero”:

 

Tá, mentira… agora que eu revi meu próprio namorado se pegando assim com outra, não gostei não ):

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O Pequeno Príncipe – Cap. XI

O segundo planeta, um vaidoso o habitava.

– Ah! Ah! Um admirador vem visitar-me! Exclamou de longe o vaidoso, que mal vira o príncipe.

Porque, para os vaidosos, os outros homens são sempre admiradores.

– Bom dia, disse o principezinho. Você tem um chapéu engraçado.
– É para agradecer, exclamou o vaidoso. Para agradecer quando me aclamam. Infelizmente não passa ninguém por aqui.
– Sim? disse o principezinho sem compreender.
– Bate as mãos uma na outra, mostrou o vaidoso.

O principezinho bateu as mãos uma na outra. O vaidoso agradeceu modestamente, erguendo o chapéu.

-Ah, isso é mais divertido que a visita ao rei, disse consigo mesmo o principezinho. E recomeçou a bater as mãos uma na outra.

O vaidoso recomeçou a agradecer, tirando o chapéu. Após cinco minutos de exercício, o principezinho cansou-se com a monotonia do brinquedo:

– E para o chapéu cair, perguntou ele, que é preciso fazer?

Mas o vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem os elogios.

– Não é verdade que tu me admiras muito? perguntou ele ao principezinho.
– Que quer dizer admirar?
– Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais rico, mais
inteligente e mais bem vestido de todo o planeta.
– Mas só há você no seu planeta!
– Da-me esse gosto. Admira-me mesmo assim!
– Eu te admiro, disse o principezinho, dando de ombros. Mas como pode isso
interessar-te?

E o principezinho foi-se embora.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, ia pensando ele pela viagem afora.

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Dangerously In Love

*

Se eu seguisse a ordem do último post do #NamorandoUmAtor, contaria da ansiosa espera na hora de revelar o papel que ele ganha nos trabalhos. Mas devido aos acontecimentos dos últimos dias, pulei essa parte pra contar mais sobre essa vida de constante coração nas mãos.

Ele estava em Curitiba, à trabalho, e voltaria às 20h40 de avião para Porto Alegre. Mas, como tudo mundo sabe, tava rolando problemas de aeroportos fechados devido ao vulcão que resolveu explodir e estragar viagens de toda galera. Ok. A princípio, o aeroporto de Porto Alegre estaria aberto e ele chegaria são e salvo por volta das 22h. Segue o roteiro do drama:

19h

Inicia-se check in e toda aquela manobra para entrar na espera de pegar o próximo voo. Eu ligo, desejo boa viagem. Estamos ansiosos para nos vermos no dia seguinte.

20h16

O avião decola antes do tempo. Céu limpo, comandante tranquilo “atenção senhores passageiros, estamos seguindo viagem rumo à Porto Alegre com chegada próxima das 22h. Tenham todos uma boa viagem.”

22h40

Eu chego em casa, tranquila e penso “ele deve ter chagado e agora até chegar em casa… vish, vai ser meia noite”

23h

Ligo. SUACHAMADAESTÁSENDOENCAMINHADAPARACAIXADE… Ué, será que tá sem bateria?

23h15

Ligo. SUACHAMADAESTÁSEN… ai ai ai

23h30

Ligo. SUACHAMADAESTÁSEN… ihh

23h45

Ligo. SUACHAMADAESTÁSEN… “Ai meu Deus, o que está acontecendo? Ele tá com o celular desligado porque deve estar dentro do avião!” Ligo a tv em todos os canais de notícias já me preparando “Cai avião de Curitiba pra…” Ai meu Deus, ai meu Deus!!!

23h45

SUACHAMADAESTÁSENAIMEUDEUS!!! “Será que eu ligo pra mãe dele? Mas será que ela tá com ele? E se não tiver vai levar um susto… ai Jesus!” Começo a rezar. Nenhuma notícia na tv.

23h47

Acesso o cronograma das viagens e descubro “Voo G3 1837 Gol Linhas Aéreas”. Entro no site da Gol… chegadas, destinos, ATENDIMENTO ONLINE! “Tem que funcionar, tem que funcionar”

0h

Tiago Henrique diz: Bom dia Manuella! É um prazer tê-la conosco no Atendimento Online da Companhia Gol Linhas Aéreas. Nosso protocolo de atendimento é o Z327GY7Z. Em que posso ajudar?

Manuella diz: Boa noite/dia… por gentileza, tens como localizar o voo G3 1837 que partiu de Curitiba com destino à Poa?

Tiago Henrique diz: Um momento, por favor.

0h10

Tiago Henrique diz: Mais um momento, por favor.

0h20

*ansiedade*

0h20

Tiago Henrique diz: Obrigada por esperar, a coordenadoria me informou que o voo G3 1837 não pousou em Poa pois o aeroporto estava fechado  e está retornando para Curitiba.

0h22

Faço as contas. Ele já deveria ter chego em Curitiba então! Por que o celular desligado?? Ligo pro Aeroporto de Curitiba. “Não temos informações (???), ligue para a Infraero”. Ligo pra Infraero “Não consigo localizar este avião (WHAT) mas provavelmente ele deve estar pousando no aeroporto de Florianópolis.

0h45

Ligo para o aeroporto de Porto Alegre. “Sim sim, ele já está estacionando” AMÉM SANTINHOS!!!!

01h

Converso com ele no telefone., está tudo bem… HAJA CORAÇÃO!

Mas isso é porque a gente gosta de viver de aevnturas hehehehehehe (mentirinha)
 
* essa foto foi feita, flagrando um casal assim como nós dois, beijos e amor em pleno quebra-pau europeu. 
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Namortuando

namorar (na-mo-rar)

Procurar inspirar amor a; requestar, cortejar; fazer a corte a; arrastar a asa para. Cobiçar, desejar vivamente possuir.

atuar (a-tu-ar)

Exercer ação, agir, obrar: o veneno atuou rapidamente.
Exercer ação (o espírito) sobre (quem o recebe).

 

Dois verbos. Duas pessoas. E duas cabeças com diferentes formas de pensamento. Quem lê este blog sabe: namoro um ator, à distância, fazem 2 anos. Sempre soube, desde que nos conhecemos que ele seria ator; uma porque sempre sonhou com isso, outra porque realmente não o vejo fazendo outra coisa. Ok. Eu, como boa defensora do direito de livre expressão, achei o máximo.

Mas sabe aquele ditado de que “na prática, a teoria é outra”? Pois é. Em apenas 1 desses dois que estamos juntos foi que ele começou a traçar os primeiros passos dessa caminhada rumo à calçada da fama. E foi aí que eu senti essa vida artística, de fato, presente.

Ele entrou pra Oficina de Montagem. Tudo muito bonito, tudo muito legal, tudo muito intenso, tudo muita gente, muitas mulheres, pouca roupa, pouca vergonha, pouca paciência. E aí você mora longe, você não conhece essas pessoas, não sabe como elas agem com o seu namorado e, por mais que você confie nele, você sabe que ele não vê mal em nada. E aí, meu bem, aí mora o perigo.

No próximo post eu relato o maior drama do teatro: a distribuição dos papéis. E se rolar casal? E se rolar cena romântica? Haja coração!

 

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Pequeno Príncipe – Cap. X

Ele se achava na região dos asteróides 325, 326, 327, 328, 329, 330. Começou, pois, a visitá-los, para procurar uma ocupação e se instruir. O primeiro era habitado por um rei. O rei sentava-se, vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples, posto que majestoso.

– Ah ! Eis um súdito, exclamou o rei ao dar com o principezinho.

E o principezinho perguntou a si mesmo:

– Como pode ele reconhecer-me, se jamais me viu?

Ele não sabia que, para os reis, o mundo é muito simplificado. Todos os homens
são súditos.

– Aproxima-te para que eu te veja melhor, disse o rei, todo orgulhoso de poder ser rei para alguém.

O principezinho procurou com olhos onde sentar-se, mas o planeta estava todo
atravancado pelo magnífico manto de arminho. Ficou, então, de pé. Mas, como estava cansado, bocejou.

– É contra a etiqueta bocejar na frente do rei, disse o monarca. Eu o proíbo.

– Não posso evitá-lo, disse o principezinho confuso. Fiz uma longa viagem e não dormi ainda…

– Então, disse o rei, eu te ordeno que bocejes. Há anos que não vejo ninguém
bocejar! Os bocejos são uma raridade para mim. Vamos, boceja! É uma ordem!

– Isso me intimida… eu não posso mais – disse o principezinho todo vermelho.

– Hum ! Hum ! respondeu o rei. Então… então eu te ordeno ora bocejares e ora… Ele gaguejava um pouco e parecia vexado.

Porque o rei fazia questão fechada que sua autoridade fosse respeitada. Não tolerava desobediência. Era um monarca absoluto. Mas, como era muito bom, dava ordens razoáveis.

– Se eu ordenasse, costumava dizer, que um general se transformasse em gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha.

– Posso sentar-me? interrogou timidamente o principezinho.

– Eu te ordeno que te sentes, respondeu-lhe o rei, que puxou majestosamente um
pedaço do manto de arminho.

Mas o principezinho se espantava. O planeta era minúsculo. Sobre quem reinaria o rei?

– Majestade… eu vos peço perdão de ousar interrogar-vos…

– Eu-te ordeno que me interrogues, apressou-se o rei a declarar.

– Majestade… sobre quem é que reinais?

– Sobre tudo, respondeu o rei, com uma grande simplicidade.

– Sobre tudo?

O rei, com um gesto discreto, designou seu planeta, os outros, e também as estrelas.

– Sobre tudo isso?

– Sobre tudo isso – respondeu o rei.

Pois ele não era apenas um monarca absoluto, era também um monarca universal.

– E as estrelas vos obedecem?

– Sem dúvida, disse o rei. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.

Um tal poder maravilhou o principezinho. Se ele fosse detentor do mesmo, teria
podido assistir, não a quarenta e quatro, mas a setenta e dois, ou mesmo a cem, ou mesmo a duzentos pores-do-sol no mesmo dia, sem precisar sequer afastar a cadeira ! E como se sentisse um pouco triste à lembrança do seu pequeno planeta abandonado, ousou solicitar do rei uma graça:

– Eu desejava ver um pôr-do- sol… Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha.

– Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem – ele ou eu – estaria errado?

– Vós, respondeu com firmeza o principezinho.

– Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

– E meu pôr-do-sol? lembrou o principezinho, que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.

– Teu pôr-do-sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei, na minha ciência de governo, que as condições sejam favoráveis.

– Quando serão? indagou o principezinho.

– Hein? respondeu o rei, que consultou inicialmente um grosso calendário. Será lá por volta de… por volta de sete horas e quarenta, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido.

O principezinho bocejou. Lamentava o pôr-do-sol que perdera. E depois, já estava se aborrecendo um pouco.

– Não tenho mais nada que fazer aqui, disse ao rei. Vou prosseguir minha viagem.

– Não partas, respondeu o rei, que estava orgulhoso de ter um súdito. Não partas: eu te faço ministro

– Ministro de quê?

– Da … da justiça

– Mas não há ninguém a julgar!

– Quem sabe? disse o rei. Ainda não dei a volta no meu reino. Estou muito velho,
não tenho lugar para carruagem, e andar cansa-me muito.

-Oh! Mas eu já vi, disse o príncipe que se inclinou para dar ainda uma olhadela do outro lado do planeta. Não consigo ver ninguém.

-Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.

-Mas eu posso julgar-me a mim próprio em qualquer lugar, replicou o principezinho. Não preciso, para isso, ficar morando aqui.

– Ah! disse o rei, eu tenho quase certeza de que há um velho rato no meu planeta.
Eu o escuto de noite. Tu poderás julgar esse rato. Tu o condenarás à morte de vez em quando: assim a sua vida dependerá da tua justiça. Mas tu o perdoarás cada vez, para economizá-lo. Pois só temos um.

-Eu, respondeu o principezinho, eu não gosto de condenar à morte, e acho que vou mesmo embora.

– Não, disse o rei.

Mas o principezinho, tendo acabado os preparativos, não quis afligir o velho monarca:

– Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, poderá dar-me uma ordem razoável. Poderia ordenar-me, por exemplo, que partisse em menos de um minuto. Parece-me que as condições são favoráveis…

Como o rei não dissesse nada, o principezinho hesitou um pouco; depois suspirou e partiu.

– Eu te faço meu embaixador, apressou-se o rei em gritar.

Tinha um ar de grande autoridade.

As pessoas grandes são muito esquisitas, pensava, durante a viagem o principezinho.

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Pequeno Príncipe – Cap. IX

Creio que ele aproveitou para evadir-se pássaros selvagens que emigravam. Na
manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço.

Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: “Quem é que pode garantir?”, revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.

O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos
rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces.

E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma,
percebeu que estava com vontade de chorar.

– Adeus, disse ele à flor.

Mas a flor não respondeu.

– Adeus, repetiu ele.

Revolveu, cuidadosamente, seus dois vulcões. A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.

– Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.

A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.

– É claro que eu te amo, disse-lhe a flor.

– Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz. . . Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.

– Mas o vento …

– Não estou assim tão resfriada… O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.

– Mas os bichos…

– É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe… Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.

E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:

– Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!

Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa…

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